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25/04/2026

O Custo Invisível da conectividade mal Estruturada


Em um mundo onde a conectividade é frequentemente comparada a serviços básicos como água e energia elétrica, a qualidade da infraestrutura de telecomunicações raramente é avaliada pelo que ela esconde, e sim pelo que ela entrega. Quando há indisponibilidade, ou quando a internet fica lenta e o sistema corporativo trava, a reação imediata é a frustração. No entanto, por trás desses pequenos problemas, existe um fenômeno econômico silencioso: o custo invisível da telecom mal estruturada.

Este artigo se propõe a tratar as camadas ocultas desse problema, demonstrando que o preço de uma rede instável vai além da mensalidade paga ao final do mês. Ele corrói a produtividade, drena recursos financeiros, compromete a segurança e gera um desgaste ambiental e psicológico que raramente é contabilizado nos balanços corporativos ou nas contas domésticas.

1. A Produtividade

O custo mais óbvio e, paradoxalmente, o mais negligenciado de uma telecom mal estruturada é a perda de tempo produtivo. Imagine uma equipe de vendas que depende de um sistema de CRM (Customer Relationship Management) na nuvem. Se a conexão de internet apresenta latência elevada ou quedas intermitentes, cada clique do mouse carrega um atraso, uma frustração e um custo.

Multiplique esse atraso por centenas de ações diárias de dezenas de funcionários. O resultado é a perda de horas de trabalho — não por pausas ou preguiça, mas por uma espera forçada pela máquina. Estudos do setor indicam que um funcionário de escritório perde, em média, uma semana inteira de trabalho por ano devido a problemas de conectividade. Para uma empresa de 100 colaboradores, isso representa dois anos completos de produtividade jogados fora, literalmente, no limbo do tempo perdido.

Além disso, há o "custo de reconexão". Cada vez que uma videoconferência cai, são necessários minutos preciosos para religar, retomar o raciocínio e recriar o contexto. Em reuniões de tomada de decisão, esse custo pode ser fatal para o andamento de projetos críticos.

2. O Faturamento

Para empresas que operam no comércio eletrônico, serviços financeiros ou atendimento ao cliente (call centers), a telecom mal estruturada impacta diretamente a receita. Um e-commerce que falha por instabilidade de rede no momento da finalização da compra é uma venda perdida. Muitas vezes, o cliente não reclama; ele simplesmente vai para o concorrente.

Nos call centers, a qualidade do VoIP (Voz sobre IP) é crucial. Linhas mal configuradas ou instaveis geram chamados com áudio truncado, aumentando o tempo médio de atendimento (TMA) e a taxa de abandonos. O custo invisível aqui é duplo: mais agentes são necessários para atender o mesmo volume de chamadas (aumento da folha de pagamento) e a experiência negativa gera churn (cancelamento de serviços), cujo custo de aquisição de um novo cliente é até cinco vezes maior que o de retenção.

3. O Desgaste

Há um componente humano frequentemente ignorado: o estresse da equipe interna de OeM. Em empresas com telecomunicações mal estruturadas, o setor de TI deixa de ser um centro de gestão e planejamento estratégico para se tornar um "bombeiro 24/7".

Os profissionais gastam horas intermináveis tentando diagnosticar se a lentidão está no servidor, no roteador, no switch ou no provedor de internet. Abrem chamados repetitivos com operadoras, reiniciam roteadores em horários impróprios e lidam com a insatisfação generalizada dos colegas. Esse ambiente de trabalho reativo gera burnout, alta rotatividade e custos ocultos com treinamento e retenção de talentos. O custo invisível é a energia criativa e inovadora que a empresa perde, pois sua TI está sempre apagando incêndios, nunca construindo novas soluções.

4. A Segurança

Uma infraestrutura de telecom mal estruturada é, intrinsecamente, uma infraestrutura insegura. Redes com configurações inadequadas, falta de segmentação correta (VLANs) e equipamentos desatualizados (firmware) são alvos fáceis para ataques de interceptação (Man-in-the-Middle), ransomware e vazamento de dados.

O custo invisível aqui é o mais assustador, pois não se manifesta em lentidão, mas em calamidade. O prejuízo de uma violação de dados envolve multas regulatórias (como a LGPD no Brasil), indenizações judiciais, custos com perícia forense e, o pior, a desvalorização da marca. Uma empresa que sofre um ataque por falhas na rede de telecom pode levar anos para reconstruir a confiança de seus clientes.

5. O Impacto

Menos óbvio, mas igualmente relevante, é o custo ambiental. Equipamentos de telecom antigos ou mal configurados operam com baixa eficiência energética. Switches, roteadores e servidores forçados a retransmitir pacotes de dados perdidos consomem mais eletricidade. Além disso, a necessidade de equipamentos redundantes (que ficam ociosos por falta de confiabilidade do link principal) dobra a pegada de carbono da operação.

A queima de combustível de técnicos deslocados para resolver falhas recorrentes, o descarte inadequado de cabos e equipamentos obsoletos e o consumo energético de data centers sobrecarregados compõem um passivo ambiental que a empresa carrega sem saber.

6. A Experiência do Cliente

Para empresas que utilizam a telecomunicação como canal direto com o mercado (como provedores de serviços ou e-commerces), a qualidade da rede é a qualidade da experiência. Um portal do cliente que demora a abrir, um chat que desconecta ou um e-mail que chega com horas de atraso comunicam ao cliente uma mensagem não intencional: "sua necessidade não é importante para nós".

O custo invisível aqui é a perda silenciosa de reputação. O cliente sai, não volta; simplesmente desaparece, deixando a empresa sem saber que sua infraestrutura de telecom foi a responsável pela erosão lenta de seu valor de mercado.

Conclusão: O Remédio

Diante de tamanhos custos ocultos, fica claro que o problema da telecom mal estruturada não se resolve com mais banda larga. O erro mais comum é contratar um link de 500 Mbps para mascarar uma arquitetura de rede caótica. A solução passa por uma abordagem corretiva: 
(1) estruturar a rede com qualidade de serviço (QoS), 
(2) redundância planejada, 
(3) equipamentos dimensionados corretamente, e, sobretudo, 
(4) monitoramento proativo.

Investir em uma telecom bem estruturada não é um custo; é um investimento com alto retorno em horas recuperadas, faturamento retido, equipes motivadas e clientes fiéis.

O custo invisível é pago todos os dias, em cada segundo de espera, em cada chamada perdida, em cada byte retransmitido. A questão é: sua empresa está disposta a continuar pagando por algo que não vê, ou vai ligar o alerta para o que realmente importa?

05/04/2026

Mercado de Conectividade no Brasil

O mercado brasileiro de conectividade é um dos mais dinâmicos e competitivos do mundo. Com mais de 20 mil empresas ativas — entre grandes operadoras e provedores regionais (ISPs) — a disputa por clientes se intensifica a cada ano. Nesse cenário, a conectividade deixou de ser um diferencial e passou a ser uma commodity. Para se destacar, não basta oferecer megas de velocidade; é necessário construir um negócio sustentável, centrado no cliente, financeiramente disciplinado e tecnologicamente evoluído.

Criar e explorar estratégias tornou-se fundamental para empresas de serviços de telecomunicações. Desde a profissionalização da gestão até o uso de inteligência artificial, passando por marketing digital e diversificação de receitas.

1. Gestão: Do “jeitinho” à Governança

O primeiro grande filtro que separa as empresas que prosperam das que estagnam é a gestão. Muitos provedores nasceram como empreendimentos familiares ou técnicos, mas, para crescer, é obrigatório adotar disciplina financeira e governança.

A armadilha do crescimento sem controle
Não basta ter margens operacionais altas se o endividamento corrói a capacidade de investimento. Empresas que estão se destacando e superando suas dificuldades, sugerem um indicador específico para o setor: a relação EBITDA menos CAPEX (fluxo de caixa operacional efetivo). Esse número revela se a empresa realmente gera caixa para reinvestir sem recorrer a dívidas arriscadas.

Além disso, a centralização excessiva nas decisões, em alguns setores é um gargalo. Conforme especialistas mencionaram em podcasts e palestras, na última edição da Futurecom, o mindset precisa mudar. Sem uma cultura orientada a dados e uma estrutura de governança, fica impossível escalar o negócio. "Quando a empresa centraliza tudo, fica difícil evoluir"..

2. Infraestrutura

No mercado de conectividade, a experiência do cliente começa e termina na qualidade do serviço, ou, da rede. Uma infraestrutura robusta é o pilar que sustenta a proposta de valor.

Escalabilidade e proatividade

Empresas de sucesso investem em gestão de distribuição de capacidade para evitar gargalos. Isso significa monitorar a rede 24/7 para atuar de forma proativa antes que o cliente perceba um problema. A tecnologia deve garantir que o plano contratado (ex: 500 Mega) seja entregue sem ruídos, especialmente em horários de pico.

A revolução da IA na operação

A Inteligência Artificial (IA) está remodelando o setor. Contudo, a tecnologia deve ser vista como complementar, não como substituta dos profissionais. Casos de uso práticos incluem:

· Suporte técnico: Startups já utilizam IA para interpretar fotos de modems enviadas por clientes, diagnosticando falhas remotamente e evitando visitas técnicas desnecessárias.
· Prevenção de Churn: Modelos de machine learning identificam padrões de comportamento (como queda no uso do app ou atraso no pagamento) que precedem o cancelamento, permitindo à empresa agir com ofertas personalizadas antes que o cliente peça para sair.

3. Estratégias para evitar a Guerra de Preços

Um dos maiores erros no setor é competir apenas por preço. Isso comprime as margens e inviabiliza o negócio a longo prazo. A saída é construir e vender valor.

O Funil do Marketing Digital

As gigantes do setor, no Brasil, estão revertendo quedas na demanda ao adotar uma estratégia full-funnel (funil completo). Em vez de focar apenas na conversão final, elas estão criondo peças publicitárias para diferentes etapas da jornada do consumidor: de vídeos curtos, para gerar reconhecimento (awareness) até anúncios com ofertas diretas para conversão. O resultado tem sido notável, com aumento nas conversões, em um mercado em retração.

O Marketing Regional

Provedores regionais têm uma vantagem natural sobre as gigantes: a proximidade. Utilizar anúncios direcionados por geolocalização, os provedores estão criando ações que resolvem problemas locais e mantém presença ativa nas redes sociais, humanizando a marca. O brasileiro valoriza marcas que o escutam e respondem rápido. Construir essa confiança é o que transforma um cliente em um promotor da marca.

4. Diversificação de Portfólio

Depender exclusivamente da receita de mensalidades de internet é arriscado e limita o crescimento. A principal tendência para ISPs 4.0 é a transformação em provedores de serviços completos.

Oportunidades B2B e Serviços de Valor Agregado

O mercado corporativo (B2B) é uma mina de ouro muitas vezes ignorada. Pequenas e médias empresas precisam de:

· Computação em nuvem (backup e armazenamento);
· Soluções de cibersegurança (firewall, proteção de dados);
· Redes Wi-Fi empresariais gerenciadas.

O modelo as-a-service (tudo como serviço) permite que o provedor atue como integrador, revendendo soluções de grandes parceiros sem precisar desenvolver a tecnologia do zero. Oferecer esses "extras" aumenta o Ticket Médio e diminui a sensibilidade ao preço, pois o cliente passa a ver o provedor como um parceiro tecnológico, não apenas um "vendedor de internet".

5. Fidelização

Reter é mais barato que adquirir. Com o churn (cancelamento) médio elevado, estratégias de fidelização são cruciais para a saúde financeira.

Experiência e Gamificação

A fidelização moderna vai além do desconto na fatura. Ela envolve:

· Atendimento proativo: Se uma queda de energia afeta sua região, o cliente não deveria ser o primeiro a te avisar. Comunicar o problema antes e dar previsão de solução gera confiança.
· Programas de recompensa inteligentes: Parcerias com marcas do dia a dia (iFood, Spotify, Uber) ou programas de milhas tornam o plano de internet parte do estilo de vida do usuário. A gamificação (desafios, medalhas, rankings) aumenta o engajamento, especialmente no Brasil, um dos maiores mercados de games do mundo.

Métricas

O que não é medido, não pode ser gerenciado. Empresas de destaque monitoram rigorosamente:

· LTV (Lifetime Value): Quanto o cliente gera durante todo o relacionamento.
· CAC (Custo de Aquisição): Quanto custa para trazer um novo cliente.
· NPS (Net Promoter Score): A disposição do cliente em recomendar sua empresa.

Especialistas apontam que, em uma base de 100 mil clientes, reduzir o churn de 4% para 2,5% pode aumentar a receita anual de forma significativa sem investir um real em novas cabos ou equipamentos.

6. Pessoas e Cultura

Por fim, toda estratégia falha se a equipe não estiver alinhada. A cultura organizacional deve ser voltada para a alta performance e a execução.

Capacitação Contínua

Não adianta ter a melhor fibra óptica se o técnico que vai na casa do cliente é mal-educado ou se o atendente não resolve o problema. Investir em treinamento constante e criar planos de carreira é essencial. Colaboradores engajados entregam melhor experiência, e isso reduz o churn.

Conclusão

Destacar-se no mercado de conectividade no Brasil exige uma visão 360 graus. Não é mais possível sobreviver apenas com "internet rápida e barata". O futuro pertence aos provedores que unem disciplina financeira, infraestrutura de ponta, marketing inteligente, diversificação de serviços e, acima de tudo, uma cultura obcecada pelo cliente.

O mercado está maduro para a consolidação e para a profissionalização. As empresas que pararem de agir como "pequenas" e começarem a se comportar como players estratégicos, usando dados e tecnologia a seu favor, serão as líderes da próxima década.

01/02/2026

Como o IP Transit Fortalece os ISPs

A Internet, hoje, parece um recurso virtual omnipresente. No entanto, sua espinha dorsal (seu backbone) é físico, complexo e regido por acordos comerciais. Para os Provedores de Serviços de Internet (ISPs), especialmente os de pequeno e médio porte, garantir acesso robusto, estável e escalável a essa espinha dorsal é um desafio. É aqui que o IP Transit deixa de ser um jargão técnico para se tornar a base estratégica do negócio. E em um mercado dinâmico como o o nosso no Brasil, players globais surgem com soluções diferenciadas capazes de transformar a competitividade dos ISPs locais.

O Que é IP Transit e Por Que Ele é Vital para os ISPs?

De forma simples, o IP Transit é o serviço que permite a um ISP conectar sua rede à internet global. É como comprar uma passagem para a rede de rodovias interestaduais. Um ISP constrói sua rede local (as "ruas" de um bairro ou de uma cidade), mas para que seus clientes acessem qualquer site ou serviço fora dessa rede local – seja uma plataforma de streaming na Califórnia, um servidor de jogos em Frankfurt ou um datacenter em São Paulo – ele precisa de um provedor de trânsito que lhe forneça a rota e a capacidade para chegar lá.

Para os ISPs, o IP Transit não é apenas uma conexão; é um determinante crítico de:

1. Desempenho e Qualidade de Experiência (QoE): A latência, a perda de pacotes e a estabilidade da conexão do usuário final dependem diretamente da qualidade dos caminhos (rotas) oferecidos pelo provedor de Transit. Um trânsito bem roteado garante vídeos sem buffering, chamadas estáveis e jogabilidade suave.
2. Custo e Previsibilidade: O custo de IP Transit é um dos maiores itens de despesa operacional (OPEX) de um ISP. A escolha do provedor afeta diretamente a margem de lucro e a capacidade de precificação dos planos.
3. Confiabilidade e Redundância: Depender de um único provedor ou caminho é um risco. ISPs precisam de soluções que ofereçam redundância (backup) para evitar quedas generalizadas.
4. Escalabilidade: Conforme o ISP cresce e o consumo de dados aumenta (impulsionado por vídeo, cloud e IoT), a capacidade de trânsito deve escalar de forma rápida, flexível e economicamente viável.
5. Acesso ao Conteúdo Global: A rotas otimizadas para destinos internacionais, especialmente para as regiões geográficas ricas em conteúdo, como: Americas, Europa e, mais recentemente, Ásia, que trouxe a popularização de aplicativos, jogos e serviços chineses (TikTok, Aliexpress, jogos como Genshin Impact) e outros.

Os Desafios dos ISPs Brasileiros no Cenário de Trânsito

O mercado brasileiro de internet é fervilhante, com forte concorrência e usuários exigentes. Os ISPs enfrentam desafios específicos:

· Concentração e Custo Histórico: Tradicionalmente, as opções de acesso a cabos submarinos e trânsito internacional passavam por poucos pontos, o que podia impactar custos.
· Geografia Continental: Garantir baixa latência do Norte ao Sul do Brasil e para o exterior exige uma rede doméstica robusta e interconexões inteligentes.
· Demanda Assimétrica por Rotas: Além da excelente conectividade para os EUA e Europa, há uma demanda crescente e específica por rotas otimizadas para a Ásia, que nem todos os provedores globais conseguem oferecer de forma primorosa.
· Necessidade de Parceria Estratégica: ISPs buscam mais do que um fornecedor; buscam um parceiro que ofereça suporte técnico ágil, flexibilidade comercial e consultoria para crescimento.

China UniCom no Brasil: Uma Proposta de Valor Diferenciada para ISPs

A China UniCom, não é apenas mais um player no mercado de IP Transit. Ela chega com uma proposta de valor construída sobre suas fortalezas únicas:

1. Conectividade Premium para a Ásia e o Mundo

Este é o diferencial mais evidente. Como uma operadora de backbone, a China Unicom possui rotas diretas e altamente otimizadas para a Ásia; mas também temos acordos com os principais players locais e isso, para um ISP cujos usuários consomem conteúdo locais e globais, oferecer uma rota com menor latência e maior estabilidade é um grande diferencial competitivo. Além disso, através de seus pontos de presença (PoPs) globais e acordos de peering, oferece conectividade balanceada para Américas, Europa e demais regiões.

2. Acesso a uma Rede Global Própria (Backbone)

A China Unicom opera uma das maiores redes de backbone do planeta. No Brasil, usamos parceiros para ampliar a capilaridade e o alcance a várias regiões do pais e Isso se traduz em:

· Maior Controle e Qualidade: Menos intermediários significam menor probabilidade de pontos de falha e maior capacidade de gerenciamento proativo da performance.
· Resiliência: Projetos de rede diversificados, com múltiplos cabos submarinos (como o próprio cabo que conecta América do Sul à Ásia, no qual a Unicom tem participação), garantindo redundância física.
· Previsibilidade de Desempenho: A rota é gerida de ponta a ponta pela mesma entidade.

3. Soluções "One-Stop-Shop" e Integração com a China

Para ISPs que almejam não apenas conectar-se localmente, mas também fazer negócios com a Ásia, a China Unicom pode ser uma porta de entrada estratégica. Ela pode oferecer pacotes integrados que incluem, além do IP Transit:

· DIA (Acesso Dedicado a Internet): Para links corporativos de qualidade.
· Conectividade para Nuvem: Acesso direto e seguro a clouds hyperscalers (AWS, Azure, Google Cloud, e também clouds chinesas como Alibaba Cloud).
· Serviços de VPN e SD-WAN: Para conectar filiais ou clientes corporativos de forma segura e flexível.
· Suporte para Empresas que operam China-Brasil: Oferecendo soluções completas de conectividade para corporações com presença nos dois países.

4. Flexibilidade Comercial e Suporte Local

Entendendo a dinâmica do mercado brasileiro e global, podemos oferecer:

· Modelos de Contrato Adaptáveis: Desde pequenos ISPs regionais até grandes operadores nacionais.
· Suporte Técnico e Comercial em Português: Com equipe local, reduzindo barreiras de comunicação e acelerando a resolução de problemas.
· Escalabilidade Sob Demanda: Permitindo que o ISP aumente sua capacidade de forma ágil conforme a demanda de seus assinantes cresce, sem burocracia excessiva.

Mais do que Trânsito, uma Via Expressa para a Competitividade

Para os ISPs brasileiros, a decisão sobre IP Transit evoluiu de uma commodity para uma escolha estratégica. Em um cenário onde a qualidade da conexão define a retenção e aquisição de clientes, ter um provedor que ofereça performance superior em rotas críticas, resiliência de rede e um relacionamento de parceria é crucial.

A China Unicom se apresenta não apenas como uma alternativa, mas como uma solução especializada. Ela resolve de forma eficiente um ponto de dor crescente (conectividade com a Ásia) enquanto compete em pé de igualdade nas demais frentes globais. Para o ISP que busca se diferenciar, oferecer a seus clientes a melhor experiência possível em conteúdo global (ocidental e oriental), e escalar seu negócio com a flexibilidade de um parceiro global com foot-print local, a solução de IP Transit da China Unicom no Brasil representa uma via expressa para a próxima fase de crescimento e maturidade no mercado de internet brasileiro.

Ao escolher um provedor de Trânsito, o ISP brasileiro deve ter a seguinte estratégia: fortalecer sua própria infraestrutura, agregar valor tangível aos seus assinantes e posiciona-se como um player conectado não apenas à internet, mas às principais correntes do fluxo digital global do século XXI.

Conte conosco.

27/12/2023

Nuvem, segurança, mobilidade e MPLS

Um edifício e uma rede de computadores não são diferentes: ambos precisam de uma base sólida para permanecerem estáveis e seguros. Se a base não for boa ou segura não há como atender aos padrões desejados. E falando de redes, a disponibilidade, a segurança e o desempenho são a base do bom funcionamento.

Por tradição, as organizações confiam muito no Multi-Protocol Label Switching (MPLS), pela sua confiabilidade, segurança e conectividade de alta velocidade. No entanto, a adoção do MPLS está diminuindo após vários anos de domínio.

Embora o MPLS sempre tenha sido considerado seguro, pois atua em um ambiente ou infraestrutura privada, o MPLS ainda é vulnerável a ataques de DDoS. Além disso, as redes MPLS não são criptografadas e, portanto, qualquer indivíduo com acesso físico à conexão poderia interceptar as comunicações.

1. O MPLS foi desenhada para uma outra época

O MPLS foi introduzido na década de 1990, quando as redes eram muito mais simples e os usuários operavam a partir de um local fixo. Os softwares, sistemas e aplicativos corporativos eram hospedados internamente e o tráfego das filiais eram direcionados para um data center interno da empresa, para inspeção de segurança. Hoje, a localização do usuário não é fixa e a maioria dos sistemas está na nuvem. Para proteger usuários, sistemas, aplicativos e serviços, todo o tráfego da nuvem e da Internet teria que ser transferido para um data center central ou regional – uma coisa incabível de se fazer hoje, pois isso consome a preciosa capacidade do MPLS, levando à degradação do desempenho da Internet e da nuvem (também conhecido como efeito trombone).

2. Instalar e manter uma MPLS não é barato

Redes MPLSs são caras. Uma nova rede MPLS para cada novo escritório nem sempre é viável do ponto de vista econômico. Dependendo da complexidade ou localização da infraestrutura, as implantações de MPLS podem demorar muito (de 30 dias a seis meses); elas podem exigir recursos qualificados. Além disso, apenas um número limitado de operadoras podem fornecer serviços MPLS. Estes fornecedores não têm incentivos para negociar ou reduzir os custos. Trocar de operadora MPLS geralmente é a última opção e pode ser um processo lento e dispendioso.

3. Acordos de nível de serviço (SLAs) são ótimos no papel, mas não tão bons na vida real

Embora os SLAs proporcionem algum nível de conforto e responsabilidade, a realidade é que a aplicação de penalidades ao não cumprimento das metas dos SLAs é um desafio. Às vezes as cláusulas de exclusões podem ser muito abrangentes (por exemplo: SLAs limitados a localizações geográficas específicas) para limitar o escopo da penalidade. Mesmo que sejam impostas sanções, estas não compensarão os danos financeiros e de reputação por uma interrupção nos serviços. Além disso, a implantação de redes de redundância de última milha (conexões ativas-ativas com failover automático) nem sempre é viável para pequenas filiais.

A Internet é um bom substituto, mas tem suas limitações

Os usuários móveis podem acessar a rede corporativa e os aplicativos em nuvem pela Internet usando VPNs. Isso, no entanto, tem o custo de latência. Outra alternativa é utilizar o Acesso Dedicado à Internet (DIA), mas a Internet ainda não é tão confiável e segura quando comparada ao MPLS e pode não fornecer uma experiência de usuário, especialmente usuários que precisam de alta confiabilidade para aplicativos de missão crítica ou sensíveis a perdas. A Internet também apresenta falhas de design, como os algoritmos de roteamento sem consciência dos fluxos de tráfego, perdas de pacotes, jitter, latência ou congestionamento. Além disso, sabe-se que os prestadores de serviços abusam ou manipulam o encaminhamento da Internet em prol dos seus próprios interesses. Os provedores de serviços também podem encaminhar pacotes intencionalmente por longas distâncias, apenas porque faz mais sentido financeiro fazer isso.

A convergência de SD-WAN e segurança é o melhor caminho para a substituição do MPLS

A Rede de Amplo Alcance Definida por Software (SD-WAN) permite às organizações sobrepor seu tráfego (MPLS ou Internet) em uma sub camada (inteligência de roteamento de tráfego), permitindo escolher o caminho ideal para a entrega mais rápida de pacotes, permitindo um desempenho mais rápido a custos reduzidos, independentemente da localização. Além disso, o SD-WAN permite que as organizações implementem conexões ativas/ativas com failover automático, bem como uma série de diversos métodos de roteamento, para cumprir ou até mesmo exceder os compromissos de SLA prometidos pelos provedores de MPLS.

Resumindo, a SD-WAN pode interromper a abordagem legada de uso de MPLS para conectividade de última milha. Mas a SD-WAN por si só não é ideal. Os usuários móveis não são suportados por SD-WANs. Muitas equipes de TI são forçadas a criar camadas adicionais de infraestrutura de segurança e mecanismos de controle apenas para fornecer aos usuários móveis acesso seguro a aplicativos de nuvem pública e recursos WAN. A SD-WAN ajuda a abordar a última milha, mas ela pode ser considerada a milha intermediária.

Como superar os desafios de um provedor de serviços de Internet intermediário não confiável?

Secure Access Service Edge (SASE) é uma arquitetura de rede que converge SD-WAN com vários controles de segurança (ou seja, firewall, IPS, segurança de endpoint, gateway web seguro, acesso de rede de confiança zero) em um único serviço de nuvem. Ele aproveita a estrutura SD-WAN para monitorar ativamente as condições de conectividade, escolhendo dinamicamente o caminho ideal, minimizando a perda de pacotes e atendendo às metas de SLA. Os usuários móveis e fixos são protegidos com um conjunto de protocolos de segurança sem a necessidade de backhaul de tráfego ou instalação de hardware de segurança adicional. Algumas SD-WANs fornecem um backbone privado global com camadas de redundâncias em pontos de presença (POPs) e servidores. Os dispositivos SD-WAN conectam-se automaticamente ao backbone disponível mais próximo, garantindo tempo de atividade e eliminando a necessidade de medidas complexas de alta disponibilidade e redundância. Em 2018, o Gartner previu que a tecnologia SD-WAN acabaria por eliminar o MPLS. O Gartner fez uma nova previsão afirmando que até 2026, 60% das compras de SD-WAN farão parte de uma oferta SASE de um único fornecedor. Se as organizações se aprofundarem para compreender os benefícios que ele oferece em relação ao MPLS e ao SD-WAN tradicional, sem dúvida perceberão que o SASE está preparado para substituir o antigo MPLS no devido tempo.

28/09/2023

O acesso fixo sem fio (FWA), o futuro da banda larga

O concorrente mais significativo da Internet de banda larga que levamos para nossas casas ou empresas via DSL, cabo ou fibra ótica com dispositivos de conexão Wi-Fi é o 5G para serviço doméstico, também conhecido como Acesso Fixo Sem Fio (FIXED WIRELESS ACCESS – FWA). FWA em conjunto com 5G é uma tecnologia de banda larga de alta velocidade escalável e econômica, com uma conexão sem fio fornecendo a “última milha”. Não são necessários fios para chegar às instalações do cliente, apenas um dispositivo receptor sem fio. Aqui estão cinco coisas que você deve saber sobre o mercado de FWA.

1. Substituir, não complementar

Os defensores de regulamentações e os fornecedores de cabos sustentam que a banda larga sem fios é um complemento, e não um substituto, da banda larga fixa. No entanto, com o aumento da capacidade e os preços competitivos, os consumidores descobrem que o FWA satisfaz as suas necessidades de banda larga. Já existem cerca de 7 milhões de lares FWA nos EUA. No primeiro trimestre de 2022, a T-Mobile relatou 1 milhão de clientes FWA, um ano após o lançamento. A Verizon adicionou 194.000 assinaturas líquidas de FWA, 2,5 vezes o nível do quarto trimestre de 2021. A AT&T tem meio milhão de clientes FWA. Nos mercados locais de todo o país, dezenas de pequenos e médios fornecedores ocupam o espaço FWA. Espera-se que em breve o FWA represente 10% de todas as conexões de banda larga dos EUA. Por outro lado, o FTTH compreende cerca de 20% de todas as conexões nos EUA atualmente.

2. Espectro

O FWA é compatível com qualquer radiofrequência, mas a implementação depende do acesso das operadoras às frequências e aos serviços sem fio existentes. As frequências utilizadas incluem as bandas de 800 MHz, 1,8 GHz e 2,1 GHz para áreas rurais e suburbanas e 2,3 GHz e 2,6 GHz para áreas urbanas. Embora os EUA sejam considerados líderes mundiais na gestão comercial do espectro, a utilização do espectro manteve-se praticamente inalterada durante o último século. Embora os EUA tenham desfrutado de leilões de espectro que estabeleceram recordes, como a banda C, eles estão atrasados em termos de espectro de banda média suficiente em relação a outras nações modernas. Esta escassez tornou os provedores privados sem fio, especializados e eficientes no uso do espectro, enquanto os usuários federados, mantêm tecnologias mais obsoletas.

3. Serviços e Internet das Coisas (IoT)

Embora o caso de uso atual do FWA seja a banda larga doméstica e de escritório (pense em streaming de entretenimento de vídeo, navegação na web e mídia social), o FWA incorpora os maiores padrões técnicos e recursos de 5G para velocidade, segurança e confiabilidade. Isso significa que a FWA pode impulsionar as indústrias do futuro com conectividade contínua, segura e de baixa latência, como telemedicina, veículos autônomos, realidade aumentada/realidade virtual e soluções para os setores de manufatura e energia.

4. Cobertura

Novas tecnologias, como a múltiplas entradas e múltiplas saídas (MIMO) em torres de celular, podem oferecer mais capacidade em distâncias maiores. Em vez de sinais aleatórios, enviados em todas as direções, o sinal inteligente direciona o receptor exatamente onde ele está. Desta forma, o FWA aparece como solução para áreas suburbanas e rurais com velocidades tão elevadas como 1 Gbps (1000 gigabits) em até seis quilômetros.
5. A competição contra o cobre

A explosão das tecnologias sem fio levou a cortes nos preços da banda larga fixa. Os preços das tecnologias de telefonia fixa caíram até 42% nos últimos seis anos. Em países com forte utilização de DSL, como a Alemanha e o Reino Unido, o FWA é considerado o “assassino de cobre” porque é mais rentável entregar banda larga sem fios de alta velocidade, do que as redes DSLs existentes. A AT&T anunciou recentemente a redução de sua pegada de cobre pela metade até 2025, e a Verizon já atualizou 4,5 milhões de circuitos em sua rede de cobre. E a Noruega foi mais radical: está em processo de remoção de todas as redes DSL.

Conclusão

Os avanços na tecnologia 5G transformaram a viabilidade da tecnologia sem fio como solução de banda larga doméstica. As altas velocidades e baixa latência do FWA podem servir como um verdadeiro substituto para conexões de banda larga com fio. Custos mais baixos e a redução das restrições na última milha significam que mais residências e empresas poderão ficar online, aproximando-nos do fim da exclusão digital. À medida que as operadoras sem fio continuam a inovar e a implantar grandes blocos de espectro, o FWA alcançará milhões consumidores em todo o mundo.

28/03/2021

Redes móveis 5G e saúde

 


O aumento do uso de campos de radiofrequência (RF) acima de 6 GHz, particularmente para a rede de telefonia móvel de 5G, tem gerado preocupação pública sobre possíveis efeitos adversos à saúde humana.

Vou divulgar aqui um estudo importante da Comissão Internacional de Proteção contra Radiação Não Ionizante – ICNIRP.

A exposição pública a campos de RF de 5G e outras fontes, está abaixo dos limites de exposição humana. Um grupo de cientistas revisou a pesquisa sobre os efeitos biológicos e de saúde dos campos de RF acima de 6 GHz. A revisão incluiu 107 estudos experimentais que investigaram vários bioefeitos, incluindo genotoxicidade, proliferação celular, expressão gênica, sinalização celular, efeitos sobre a membrana celular e outros efeitos. A revisão também incluiu 31 estudos epidemiológicos que investigaram a exposição ao radar, que usa campos de RF acima de 6 GHz semelhantes ao 5G.

Os estudos mostraram poucas evidências de efeitos na saúde, incluindo cânceres, efeitos na reprodução e outras doenças. Estudos futuros devem continuar a monitorar os efeitos de longo prazo na saúde da população relacionados às telecomunicações sem fio.

Tecnologias emergentes continuamente  usam campos eletromagnéticos de radiofrequência (RF), particularmente em telecomunicações. A maioria das fontes de telecomunicações opera atualmente em frequências abaixo de 6 GHz, incluindo transmissão de rádio e TV e redes locais e telefonia móvel. Com a crescente demanda por taxas de dados mais altas, melhor qualidade de serviço e menor latência para os usuários, as futuras fontes de telecomunicações sem fio são planejadas para operar em frequências acima de 6 GHz e na faixa de ‘onda milimétrica’ (30-300 GHz). Frequências acima de 6 GHz têm sido usadas por muitos anos em várias aplicações, como radares, links de dados via microondas, triagem de segurança de aeroportos e na medicina para aplicações terapêuticas. No entanto, o uso planejado de ondas milimétricas por futuras telecomunicações sem fio, particularmente a 5ª geração (5G) de redes móveis, tem gerado preocupação pública sobre possíveis efeitos adversos à saúde humana.

Os mecanismos de interação dos campos de RF com o corpo humano, já foram amplamente descritos e o aquecimento do tecido corporal é o principal efeito para os campos de RF acima de 100 kHz (como divulgado pelo SCENHIR). Os campos de RF penetram menos no tecido corporal com o aumento da frequência e, para frequências acima de 6 GHz, a profundidade de penetração no tecido humano é relativamente curta, sendo o aquecimento da superfície da pele o efeito predominante.

Diretrizes internacionais de exposição para campos de RF foram desenvolvidas com base no conhecimento científico atual para garantir que a exposição à RF não seja prejudicial à saúde humana. As diretrizes desenvolvidas pela Comissão Internacional de Proteção contra Radiação Não Ionizante (ICNIRP), formam a base para regulamentações do uso de RF na maioria dos países do mundo. Na faixa de frequência acima de 6 GHz e até 300 GHz, as diretrizes da ICNIRP evitam o aquecimento excessivo na superfície da pele e nos olhos.

Dada a preocupação do público com a implementação planejada de 5G usando ondas milimétricas, é importante determinar se há quaisquer consequências adversas à saúde relacionadas aos níveis encontrados no meio ambiente.

A revisão científica ainda examinou a extensão, o alcance e a natureza das evidências dos bioefeitos de campos de RF acima de 6 GHz, em níveis abaixo dos limites ocupacionais da ICNIRP.  A revisão consistiu em estudos biomédicos sobre campos eletromagnéticos de RF de baixo nível de 6 GHz a 300 GHz publicados até dezembro de 2019.

Os estudos foram inicialmente encontrados por meio de pesquisas nas bases de dados PubMed, EMF-Portal, Google Scholar, Embase e Web of  Ciência usando os termos de pesquisa “onda milimétrica”, “onda milimétrica”, “gigahertz”, “GHz” e “radar”.  Foram pesquisandos ainda, as principais revisões publicadas por autoridades de saúde sobre RF e saúde. E finalmente, foi pesquisada a lista de referência de todos os estudos incluídos.  Os estudos só foram incluídos se o artigo completo estivesse disponível em inglês.

Embora mais de 300 estudos tenham sido considerados, esta revisão foi limitada a estudos experimentais (in vitro, in vivo, humanos) onde o nível de exposição à RF declarado estava igual ou abaixo dos limites ocupacionais de corpo inteiro especificados pelas diretrizes do ICNIRP (2020): densidade de potência (PD) nível de referência de 50 W/m2 ou restrição básica da taxa de absorção específica (SAR) de 0,4 W/kg.  Como os limites ocupacionais de DP para exposição local são mais relevantes para estudos in vitro, e como esses limites são mais altos, foram  incluídos ainda, aqueles estudos com DP de até 100–200 W/m2, dependendo da frequência.

O relato dos resultados é narrativo, com acompanhamento tabular mostrando as características do estudo.  A sigla “MMWs” (ou ondas milimétricas) é usada para denotar campos de RF acima de 6 GHz.

Resultados

A revisão incluiu 107 estudos experimentais (91 in vitro, 15 in vivo e 1 humano) que investigaram vários bioefeitos, incluindo proliferação celular, expressão gênica, sinalização celular, efeitos sobre a membrana celular e outros efeitos. As características de exposição e o sistema biológico investigados em estudos experimentais para os vários bioefeitos foram mostrados em Tabelas (de 1 a 6) no artigo original e comentadas abaixo:

Tabela 1 Estudos experimentais que investigam campos de RF de baixo nível acima de 6 GHz e genotoxicidade.

Tabela 2 Estudos experimentais que investigam campos de RF de baixo nível acima de 6 GHz e proliferação celular.

Tabela 3 Estudos experimentais que investigam campos de RF de baixo nível acima de 6 GHz e expressão gênica.

Tabela 4 Estudos experimentais que investigam campos de RF de baixo nível acima de 6 GHz e sinalização celular e atividade elétrica.

Tabela 5 Estudos experimentais que investigam campos de RF de baixo nível acima de 6 GHz e efeitos de membrana.

Tabela 6 Estudos experimentais que investigam campos de RF de baixo nível acima de 6 GHz e outros efeitos.

Genotoxicidade

Estudos examinaram os efeitos da exposição de amostras de sangue total humano ou de camundongo ou linfócitos e leucócitos a MMWs de baixo nível para determinar a possível genotoxicidade. Alguns dos estudos de genotoxicidade analisaram os possíveis efeitos dos MMWs nas aberrações cromossômicas. Em níveis de exposição abaixo dos limites da ICNIRP, os resultados têm sido inconsistentes, com um aumento estatisticamente significativo ou nenhum aumento significativo nas aberrações cromossômicas.

MMWs não penetram além da pele, portanto, células epiteliais e da pele têm sido um modelo comum de exame para possíveis efeitos genotóxicos.  Danos no DNA em vários tipos de células epiteliais e cutâneas e em parâmetros de exposição variados, tanto abaixo quanto acima dos limites da ICNIRP, foram examinados usando ensaios. Apesar dos modelos e métodos de exposição variados usados, nenhuma evidência estatisticamente significativa de dano ao DNA foi identificada nesses estudos.

O estudo na íntegra cita os métodos técnicos dos estudo científicos e mostra mais detalhes e evidências e pode ser visto aqui.

01/07/2020

O que é o IP Transit?

As vezes aparece um tema mais técnico para comentar e é interessante até mesmo para relembrar alguns tópicos.

Se sua empresa utiliza a Internet para qualquer atividade, sem dúvida você está familiarizado com o resultado final do IP Transit. No entanto, ter um entendimento um pouco mais aprofundado do IP Transit permitirá que você tome melhores decisões sobre como sua empresa acessa a Internet e como seus clientes acessam suas aplicações e serviços. Para entender completamente o que é o IP Transit e como isso afeta seus negócios, primeiro precisamos entender melhor o que é a Internet. Sabemos que a Internet é um conjunto global de redes interconectadas que falam protocolos comuns para trocar informações. No entanto, para os fins deste artigo, iremos um pouco mais além sobre como essas redes funcionam e como o IP Transit as une.

Tráfego através da Internet

Nossos sites, aplicativos e bancos de dados estão hospedados em servidores. Pela mágica da Internet, podemos disponibilizar à qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, nossas informações. No entanto, geralmente ignoramos o fato de tudo o que se refere ao mundo de comunicação digital são compostos por milhões de zeros e uns que vivem em um servidor físico em um local físico. Qualquer pessoa que queira acessar seus dados, precisa mover esses zeros e uns de um lugar para outro.

Para que um dispositivo acesse a Internet, ele precisa de um endereço IP. Um endereço IP é um identificador numérico que permite que um dispositivo seja acessível a outros na Internet. Quando um cliente visita a sua URL ou inicia seu aplicativo conectado à Web, solicita informações do endereço IP do servidor por meio do roteador. Seu endereço IP ajuda o roteador a determinar o caminho onde precisa coletar as informações solicitadas usando os protocolos de roteamento estático e dinâmico.

Networks (Redes)

Um servidor que hospeda um site ou alguma outra informação, raramente existe de forma isolada. Em vez disso, os servidores fazem parte de uma ampla rede. Simplificando: uma rede é qualquer número de dispositivos que estão interconectados e podem compartilhar informações. Um roteador atua como um hub de conectividade virtual para que os dispositivos em uma rede possam se comunicar sem estar diretamente conectado. As grandes redes geralmente incluem servidores que atuam como repositórios centrais de informações e outros servidores que distribuem essas informações.

Peering

A Internet pode ser pensada como uma rede formada de redes. Assim como dois computadores na mesma rede podem trocar informações, duas redes também podem ser conectadas para compartilhar dados. Esse relacionamento é chamado de peering. Quando duas redes estabelecem um relacionamento de mesmo nível, elas mutuamente permitem que dispositivos nas duas redes se comuniquem livremente compartilhando rotas comuns. Isso ajuda a eliminar a necessidade de mais custos de conectividade. Quando esse relacionamento de parceria é estabelecida por meio de redes compartilhadas, como a LINX, AMS-IX ou IX.BR e sem consideração financeira, isso é conhecido como settlement-free interconnection (SFI).

Processando uma solicitação

Quando um roteador de rede recebe uma solicitação, ele busca sua tabela de roteamento o edereço IP destino, para determinar o caminho mais curto para as informações. Ele primeiro examina sua própria tabela de redes para determinar se ficará com as informações ou se a encaminhará para outro destino. Se o IP requisitado não for um host em sua tabela local, ele pesquisará outro roteador, com quem tem conexão, para verificar se na tabela de roteamento deste, há alguma informação do IP que ele procura. Isso é feito usando as informações originadas no Border Gateway Protocol (BGP). Isso permite que o roteador determine a melhor rota – por meio de um relacionamento direto de peering. Se endereço IP em questão não for encontrado, ou não existir, o roteador terá, no mínimo, uma “rota defautl” que fornece um caminho de último recurso, se uma rota local não puder ser encontrada. Após a determinação de uma rota adequada, a solicitação é encaminhada para o próximo roteador no caminho em direção ao seu destino.

Definição de IP Transit

Quando você deseja enviar ou receber informações pela Internet, precisa atravessar ou “transitar” por uma ou mais redes de terceiros para chegar ao seu destino final. O IP Transit é um serviço em que um provedor de serviços de Internet (ISP) permite que o tráfego trafegue pela rede até o destino final. Independentemente de como sua empresa ou produto acessa a Internet, você precisará utilizar o trânsito IP em algum nível.

Níveis de provedores de IP Transit

Os provedores de IP Transit são divididos em três camadas:

Provedores nível 1 têm um alcance de abrangência global. Esses provedores se inter-relacionam e atuam como um canal global para todas as redes – formando assim a “o backbone” da Internet. Existem cerca de seis redes totais de Nível 1 que conectam o mundo todo. Essas redes têm latência de apenas “um salto” entre si e, a quantidade de saltos aumenta, para as redes menores abaixo delas. Os provedores de nível 1 se unem livremente, mas cobram uma taxa dos provedores de níveis mais baixos para acessar sua rede. O alcance combinado desses provedores de camada 1 permite tabelas de roteamento expansivas que podem rotear solicitações para qualquer lugar da Internet. Alguns exemplos desses provedores incluem AT&T, Century Link (Qwest e Level3).

Os provedores de nível 2 têm grandes redes com vários locais físicos e data centers. Esses ISPs normalmente se unem livremente entre si para expandir a capacidade de entrega de conteúdo e cobram pelo uso do acesso a uma rede de camada 1. Exemplos de ISPs de nível 2 incluem, por exemplo, Amazon e Netflix.

Os provedores de nível 3 são geralmente provedores locais com listas de clientes menores. Eles normalmente compram uma parte menor do IP Transit por meio de um provedor de Nível 2 para evitar os custos mais altos de ir diretamente para um ISP de Nível 1.

Qual nível de IP transit é melhor?

Como regra, quanto mais “saltos” uma solicitação precisar fazer em sua jornada do usuário até o servidor, mais latência e outras limitações se tornarão um problema. Cada “salto” para outro local requer tempo de processamento para atingir o roteamento desejado. Muitas vezes, redes maiores fornecem menos saltos para atender à mesma solicitação.

No entanto, apenas porque um ISP é um nível mais alto, não significa necessariamente que eles fornecerão a rota mais direta. Os ISPs de camada 1 têm um alcance amplo, mas seu tamanho geralmente causa ineficiência no número de saltos necessários para atender a uma solicitação. Frequentemente, um provedor de Nível 2 pode fornecer um caminho mais direto para um destino desejado, ou melhor estabilidade de rota, devido a seus relacionamentos diretos de emparelhamento e presença de rede mais concentrada.

Resumo

O IP Transit fornece a conectividade necessária para alimentar a Internet. Dentro de cada camada do IP Transit, existem vários níveis de qualidade que dependem de quão bem o seu ISP está conectado. Um provedor de Nível 2, pode garantir que seus dados sejam facilmente acessíveis com a menor latência disponível no mundo. Possuir interconexão com parceiros importantes, como Facebook, Netflix e Amazon ou IPSs de outros estados, podem tornar a experiência do usuário final muito mais atrativa e de qualidade. Então, combinar interconexão de redes e relacionamentos com fornecedores de nível 1 e 2, ajudam a garantir a menor rota de trânsito disponível.

É essencial que o seu provedor de IP Transit tenha ofertas robustas e suporte confiável, capazes de escalar o crescimento conforme sua necessidade. Os provedores precisam contar com profissionais certificados, com boa experiência em redes, hospedagem e consultoria. Esses recursos ajudam a superar os obstáculos na hora de projetar e construir a engenharia de interconexões de redes.

Além da Guerra de Preços: O Oceano Azul na Conectividade Brasileira

Introdução Lançado em 2005 por W. Chan Kim e Renée Mauborgne, A Estratégia do Oceano Azul revolucionou o pensamento estratégico...