26/09/2005
Inovação para um mundo sob demanda
08/08/2005
Informações não estruturadas em conhecimento útil
26/07/2005
Internet e processamento colaborativo
Desde a década de 1970, o processamento de transações tem sido um dos principais paradigmas da computação. O exemplo mais comum hoje é o processamento de transações em um caixa eletrônico. O processamento de transações bancárias, geralmente envolve uma pessoa em um terminal ou PC interagindo com um aplicativo e banco de dados. O processamento de transações recebeu um grande impulso com o advento da Internet e do e-business os anos 90, porque como os aplicativos de transações e bancos de dados eram habilitados para a web, foi possivel fazer as transações do seu navegador em qualquer lugar, a qualquer hora (exceto, é claro, para obter o dinheiro físico, você ainda precisa do caixa eletrônico). O e-business deu às transações acesso e alcance universais, mas, de outra forma, o paradigma básico da computação permaneceu o mesmo. Isso está começando a mudar. Mais e mais pessoas, seja em casa ou no trabalho, estão interagindo não apenas com um aplicativo ou banco de dados estático, mas com muitas pessoas, informações e processos, que estão mudando dinamicamente em tempo real para personalizar o ambiente para aquele indivíduo. O exemplo maior desse tipo de processamento colaborativo em tempo real é encontrado no mundo dos jogos de computador online, onde milhares e dezenas de milhares de pessoas estão jogando umas com as outras ou umas contra as outras em um ambiente compartilhado que está constantemente mudando em tempo real. Você também vê o mesmo fenômeno na evolução do comércio eletrônico, onde os sites de comércio mais sofisticados estão procurando atrair e reter clientes online, dando a eles uma experiência muito rica e personalizada, cheia de ofertas de produtos, informações sobre produtos, recomendações, avaliações e assim por diante, tudo reunido de muitas fontes pela Internet em tempo real. Outro conjunto de exemplos pode ser visto no mundo dos negócios e da gestão de sistemas, como as dos campos de petróleo inteligentes, onde você monitora, analisa e gerencia grandes quantidades de informações vindas de muitos lugares em tempo real para ver como toda a operação está indo, antecipar problemas e diagnosticar e resolver rapidamente os problemas quando eles ocorrem. Este mundo emergente de processamento colaborativo é altamente dinâmico e tem muitas, muitas dimensões, diferente da natureza relativamente lenta e ponto a ponto do processamento de transações. Ele requer um ambiente de processamento compartilhado onde todas as pessoas, informações, aplicativos e outros recursos podem se reunir para interagir uns com os outros em tempo real. Mas claramente, uma vez que as pessoas, informações e aplicativos são distribuídos ao redor do mundo, rodando em uma variedade de sistemas diferentes e reunidos via Internet, o processamento colaborativo requer um ambiente virtual , aberto e compartilhado, um que seja altamente seguro para que todas essas pessoas possam acessar apenas os recursos que estão autorizadas a acessar e nada mais. Fornecer um ambiente que seja altamente compartilhado e altamente seguro é muito, muito difícil. Na minha opinião, a principal razão pela qual os servidores continuam operando, é que eles foram projetados, desde o início, para fornecer o ambiente adequado onde muitos usuários pudessem compartilhar recursos em tempo real sem interferir uns aos outros. Então, não é de surpreender que, agora que estamos nos movendo para um ambiente de processamento colaborativo hipercompartilhado e em tempo real, a nova capacidade mais importante dos servidores de grande capacidade, é fazer o compartilhamento em tempo real de uma forma totalmente segura por meio do uso de hardware e software criptografados e compartilhados. Esta semana, acompanhei uma série de anúncios importantes sobre novos recursos em servidores, preparando-se para a crescente exigência comercial de transformar o sistema em uma plataforma de processamento colaborativo para inovação. Temas importantes como virtualização, abertura e segurança que fundamentam o processamento colaborativo, sendo destaques em produtos focados para a Internet. A evolução dos sistemas e hardwares para uma plataforma colaborativa aberta, virtual e altamente segura é um dos desafios mais importantes e emocionantes para o futuro próximo.
16/06/2005
A Internet: minha versão
Meu primeiro contato com a Internet aconteceu mesmo antes dela nascer como World Wide Web em 1991, no CERN. Em 1986 fiz meu primeiro curso de programação (Basic I) e a BBS me permitiu, em 1988 abrir as portas ao mundo online. Muitas vezes penso — mesmo depois de trabalhar já há algum tempo na área — que há algo quase mágico sobre as maravilhas da Internet e da World Wide Web. Posso falar como um participante ativo dessa breve história, sobre como a Internet transformou os negócios, a sociedade e a vida das pessoas, e frequentemente o faço em conversas formais e em qualquer outra oportunidade que tenho. Com a chegada dos computadores, os escritórios passaram por uma revolução. Máquinas de escrever e pranchetas cedeam lugar aos computadores, e os arquivos físicos foram gradualmente transferidos para o arquivo morto. Eu atravessei o processo de trabalho do modo manufatureiro para o processo Homem-Máquina e isso foi mágico. Mas nós sabemos que a verdadeira "mágica" só acontece quando ela sai da teoria e entra na prática pessoal. O primeiro impacto real pessoal que a Internet trouxe pra mim, foi a possibilidade de baixar músicas em formato mp3 e, mais recentemente, a Internet apurou o meu prazer em assistir a filmes.
Gosto de filmes desde que me lembro. Ir ao cinema tem sido uma das minhas principais fontes de entretenimento. Gosto de ler o que os críticos dizem sobre os filmes. Quando tive contato com a Web, em 1994, um dos primeiros acessos que fiz foi buscar material sobre "vale do silício", materiais de estudo sobre "tecnologia" e material sobre "crítica de filmes", usando o provedor de acesso Mandic.
Aos poucos, fui deixando de ver revistas ou jornais impressos, buscando cada vez mais conteúdos online e fui migrando para sites de conteúdo, como Starmedia, imdb.com ... Em 1996, surgiu o Universo Online (UOL) como o primeiro portal de conteúdo no Brasil, seguido por Terra e tantos outros... e lá estavam eles, não apenas algumas críticas, mas uma verdadeira biblioteca de informações.
As locadoras de vídeo também fazem uso do recurso da internet, podendo acompanhar e atualizar informações sobre lançamentos e outros. Os VHSs aos poucos vão sendo substituídos pelos DVDs, de quase todos os gêneros possíveis, que você pode conferir e levar para casa. Eu consigo, hoje, fazer uma pesquisa na internet e buscar por informações de filmes antigos (para mim), como Flight of the Doves, um filme infantil britânico de 1971, que assisti quando era criança. Fui melhorando as consultas, e encontro muitas informações sobre o filme, incluindo a coleção de resenhas que expressavam muitos pontos de vista diferentes sobre filmes. Vários críticos, com diversas opiniões, inclusive, opiniões sobre outras obras do mesmo diretor, atores e atrizes. Então, navegando pela Internet, em termos de filmes, ou qualquer outra coisa, consigo fazer pesquisas, e, antes que eu me dê a perceber, não estou apenas buscando informações por filmes, estou fazendo o equivalente a um curso de cinema autodidata e informal, pela Internet.
Honestamente, eu nunca tinha prestado muita atenção em Cavaleiro Solitário. Também cheguei a John Wayne em minhas pesquisas. E eu continuo pesquisando, assistindo e aprendendo sobre quase tudo que eu queira ou tenha interesse.
É muito interessante e, francamente, uma surpresa agradável, que, na chamada: fase mais produtiva da vida - eu tenha tido a honra e a sorte de poder participar desta verdadeira revolução da informação: o advento da Internet! Quem souber usá-la de maneira correta, poderá fazer maravilhas.
04/05/2005
O Open Source e sua excelência
Esta semana participei de eventos online muito interessantes e um deles foi o Red Hat Summit, focado em iniciativas de Open Source e há bastante FUD em torno do assunto.
Alguns dizem que o valor do Open Source é fornecer acesso ao código fonte do software; outros acham que licenças de software Open Source são muito confusas e reclamam por vezes da GPL, que é a licença usada pelo Linux. Licenças Open Source são importante para aqueles envolvidos no uso, modificação ou redistribuição de software Open Source. Mas para a grande maioria das pessoas que simplesmente usam computadores no trabalho ou em casa, o licenciamento de código aberto é um assunto bastante simples, com o qual eles realmente não precisam se preocupar.
Trabalho em uma empresa de telecom focada em redes de longa distância, com presença em toda América Latina, temos 18 servidores baseados em Linux, que fazem a gestão de toda a rede, além de DNS Bind e outros serviços. Muitas vezes os debates se extendem sobre usar ou não usar Linux. Qual distribuição, qual versão, etc. As pessoas às vezes debatem o quão livre o software de Open Source realmente é, referindo-se ao custo real do software, embora os defensores do Open Source, como eu, se esforcem muito para apontar que quando dizem livre, não estão falando sobre preço. A Free Software Foundation aponta em seu site que o software livre é mais uma questão de liberdade do que de preço; Devemos pensar em "livre" como em "liberdade de expressão".
Para mim, Open Source tem tudo a ver com inovação colaborativa, ou seja, trabalhar com pessoas inteligentes em todo o mundo como uma comunidade para resolver problemas importantes. No mundo das Comunicações e das Telecomunicações, onde trabalho desde que era um estudante da faculdade de Matemática do cursi de Ciências Exatas - da SCELISUL, essa inovação colaborativa não é novidade. Colaborar com colegas é como você progride, seja na física, medicina, ciências da computação ou direito. É por isso que existem periódicos profissionais livres, onde é uma honra ter seus artigos publicados, geralmente após terem sido revisados por um grupo de especialistas, e onde é uma honra ainda maior ter seus colegas lendo seu artigo, usando o que você diz em suas próprias pesquisas e dando crédito a você citando seu artigo. Na verdade, Tim Berners-Lee inventou a World Wide Web com o propósito expresso de facilitar o compartilhamento de informações na comunidade de pesquisa. A capacidade de trabalhar colaborativamente com uma comunidade mudou drasticamente para melhor desde o advento da Internet e da World Wide Web.
Quando você colabora com seus colegas, eles precisam ser capazes de ler e entender o que você diz, quer você use uma linguagem natural, notações matemática, ou tabelas de números. Da mesma forma, quando a colaboração envolve software, então você esperaria ser capaz de ler, modificar e geralmente compartilhar o código-fonte do software no qual vocês estão trabalhando em conjunto. Assim, na minha opinião, o software Open Source é apenas um subproduto necessário para a inovação colaborativa envolvendo software. Nada mais, nada menos.
No final, o valor real de uma iniciativa de software Open Source é a qualidade da comunidade que está participando da iniciativa e o que eles são capazes de projetar e construir. Se você considerar Linux, Apache, Grid e outras grandes e bem-sucedidas iniciativas, elas atraíram um grande número de programadores, cientistas da computação e outros especialistas técnicos ao redor do mundo, todos os quais, prontos a colaborar no desenvolvimento e suporte a diferentes aspectos da infraestrutura de TI compartilhada que a Internet e os padrões abertos tornaram possível. Então, esses são problemas tão importantes e complexos que somente por meio da colaboração, possibilitada pelo software Open Source, podemos esperar atingir os níveis necessários de inovação e progresso.
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