01/11/2006
A Transformação Digital e o Futuro da Tecnologia
08/10/2006
Habilidades e soluções de TIC para o Século XXI
À medida que a tecnologia vai tomando conta de todos os aspectos dos negócios, da sociedade e de nossas vidas pessoais, as possibilidades de inovação parecem verdadeiramente infinitas. Mas concretizar essas possibilidades exige talento – o talento técnico, bem treinado – e, portanto, engenheiros e cientistas são cada vez mais essenciais para a inovação. Eles devem dominar habilidades interdisciplinares para criar soluções eficazes e resilientes para os problemas cada vez mais complexos que são chamados a resolver, e ser capazes de reconhecer os facilitadores e inibidores críticos para o sucesso no mercado que podem surgir ao longo dos limites técnicos, comerciais, organizacionais e sociais.
Na última década, diversos estudos analisaram como reestruturar o ensino de engenharia e outros programas de educação técnica para melhor equipar alunos com as habilidades necessárias para as carreiras do século XXI. Todos concluíram, que o ensino técnico deve ser mais diverso, amplo e voltado para o futuro do que no passado. Aplicações como as, cada vez mais encontradas em negócios, saúde, governo e educação – exigem a capacidade de compreender, sintetizar e integrar diversos fatores em um projeto holístico e voltado para o ser humano; e isso é, de fato, muito complexo.
Ao analisar programas educacionais que abordam sistemas complexos, constata-se que as universidades geralmente fazem um bom trabalho no ensino das habilidades básicas e fundamentais. No entanto, uma formação adequada em sistemas complexos deve ser complementada com exemplos concretos e reais ou estudos de caso de como empresas e outras instituições estão utilizando sistemas de engenharia para resolver problemas complexos em suas organizações.
É por isso que quanto mais o mundo acadêmico falar e expor temas sobre inovação, engenharia e soluções para o mundo real, como a série de palestras e cursos grátis patrocinadas pela Divisão de Sistemas e Engenharia do MIT e pela IBM University Relations, como parte da iniciativa para incentivar as habilidades para o século XXI. Em cada seminário, um líder empresarial ou técnico discute um exemplo real de como aproveitou tecnologias avançadas e aplicou sistemas disciplinados e pensamento gerencial a uma variedade de problemas em suas organizações.
Os seminários são realizados para uma plateia de professores, alunos e outros convidados. Eles são então gravados e publicados, juntamente com materiais adicionais sobre o assunto, que se espera, sejam valiosos para qualquer pessoa que deseje aprender com o estudo de caso, seja como parte de uma aula formal ou de um programa de autoaprendizagem. Espera-se também que, com o espírito colaborativo das redes sociais, outros contribuam com materiais adicionais que enriqueçam o estudo de caso e o tornem ainda mais valioso como ferramenta de aprendizagem.
Uma das palestra, que tive q oportunidade de ver o vídeo, foi a de Linda Sanford da IBM, a então responsável por trabalhar para transformar os principais processos de negócios da empresa e criar uma infraestrutura de TI para dar suporte a esses processos e ajudar a criar a cultura que fomentará essa transformação. Ela também é coautora do livro "Let Go to Grow" .
Sua palestra, focou na transformação da IBM. Ela trouxe algumas experiências pessoal, que compartilhou com o público e falou sobre inovação, necessidade de inovar continuamente para criar valor – seja um país, uma empresa, uma universidade ou um indivíduo. "Todos nós precisamos nos tornar inovadores para permanecermos relevantes". Ela ainda falou sobre números e estatísticas que descobriu enquanto pesquisava o material para "Let Go to Grow" . Apenas 16% das mais de 1.000 empresas monitoradas entre 1962 e 1998 sobreviveram — e a situação piorou últimos cinco anos com todas as pressões da globalização. Não é fácil para uma empresa sobreviver à intensa competição que enfrenta, e somente por meio da inovação uma empresa pode fazer os ajustes necessários, não apenas para se diferenciar dos concorrentes, mas para se adaptar e sobreviver no ambiente de mercado em rápida transformação em que vivemos.
Ela falou sobre alguns dos projetos de transformação que lidera. Por exemplo, a iniciativa de trazer a análise de informações para a arte de vender – um excelente exemplo concreto de como alavancar a tecnologia para inovação de processos de negócios. A IBM desenvolveu uma ferramenta para ajudar as equipes de vendas a identificar oportunidades de vendas para novas contas. A ferramenta de vendas agrega dados de clientes de diversas fontes, internas e externas, e os analisa usando algoritmos matemáticos sofisticados para ajudar os vendedores a direcionar os clientes certos para as ofertas que eles têm maior probabilidade de comprar.
Além disso, ela dedicou bastante tempo à discussão sobre a importância da cultura na transformação de um negócio. Qualquer projeto de transformação bem-sucedido exige mudanças em três dimensões: tecnologia, modelos e processos de negócios e cultura. As duas primeiras dimensões – tecnologia e negócios – são bastante concretas e bem valorizadas, tanto em universidades quanto em empresas. Mas cultura – a terceira dimensão principal para iniciativas de transformação bem-sucedidas – é um termo mais amorfo, frequentemente com significados diferentes em diferentes organizações. É justo dizer que a falta de atenção adequada aos fatores culturais ou humanos costuma ser o principal motivo do fracasso de iniciativas de transformação em diversas empresas.
O aspecto da cultura que mais deve permear os incentivos de transformação é a colaboração, porque ela é muito importante para a inovação. Além disso, dado o sucesso da internet e das ferramentas e plataformas de redes sociais, agora temos formas muito mais eficazes para a inovação colaborativa.
Fazer com que as pessoas colaborem em tempo real e em diferentes setores organizacionais é um desafio enorme, especialmente em organizações complexas, com muitos funcionários, em muitos países, com muitas linhas de negócios e funções corporativas.
As plataformas sociais e a própria Internet podem ajudar aos funcionários a acessar diversas informações e aplicativos relacionados ao seu trabalho, ou a benefícios, viagens e praticamente qualquer outro serviço voltado para os funcionários, como podcasts, videocâmeras, wikis, blogs e assim por diante, permitindo que os funcionários compartilhem ideias, participem de comunidades de interesse para ajudar a desenvolver e avaliar mais ideias e, de modo geral, se envolvam na condução das ideias da concepção à implementação por meio do envolvimento da comunidade.
Não há certeza de quão bem as abordagens funcionarão ou se algo mais será necessário. O que sabemos é que, para ensinar sistemas complexos adequadamente, precisamos familiarizar os alunos com problemas reais do mercado. Precisamos aplicar toda essa inovação de que tanto falamos para transformar a educação da próxima geração de jovens, para que possamos prepará-los melhor para enfrentar os problemas complexos que certamente encontrarão ao ingressar no mercado de trabalho.
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